Base de irradiação, mês crítico e coeficiente de área coletora para quem dimensiona aquecimento solar em obra de grande porte.
Dez capítulos que vão do recurso solar bruto até a folha de especificação assinada. Cada número tem fonte rastreável.
Os capítulos 01 a 05 tratam do recurso: o que se mede, de onde vêm os dados, quanto eles erram, como o recurso se distribui pelo país e quanto oscila de um ano para o outro. Quem já domina recurso solar pode começar no 06.
Os capítulos 06 a 12 fazem a ponte que falta na literatura de recurso: converter irradiação em área de coletor, volume de acumulação, ângulo, conformidade normativa e viabilidade, para uma tipologia concreta numa cidade concreta.
Os capítulos 13 e 14 são de consulta: especificação e anexos, com a tabela completa das 115 localidades.
Quatro grandezas e dois ângulos. Quem já trabalha com recurso solar pode pular; o resto do atlas assume estes termos sem reapresentá-los.
| Sigla | Nome | O que é |
|---|---|---|
| GHI | Irradiação global horizontal | Tudo o que chega a uma superfície deitada: a difusa do céu inteiro mais a parcela direta projetada. É a grandeza mais medida e a base de quase todo atlas solar. |
| DNI | Irradiação direta normal | O feixe que vem do disco solar, medido num plano perpendicular a ele. É o que um concentrador aproveita, e o que a nuvem elimina primeiro. |
| DHI | Irradiação difusa horizontal | A parcela espalhada pela atmosfera e pelas nuvens, que chega de todas as direções do céu. Um coletor plano aproveita; um concentrador, não. |
| Gβ | Irradiação no plano inclinado | O que efetivamente chega ao coletor montado com inclinação β. É a grandeza que dimensiona, e não coincide com a GHI. |
A relação entre as três primeiras é direta: GHI = DHI + DNI × cos θz, em que θz é o ângulo zenital, medido entre o zênite e a direção do Sol. Ao meio-dia de verão em latitude baixa, θz é pequeno e o cosseno perto de 1; no fim da tarde, θz cresce e a mesma DNI contribui muito menos para a horizontal.
Todos os valores deste atlas estão em kWh/m² por dia, que é a energia média diária incidente por metro quadrado num dado mês ou ano. É a unidade que entra direto no balanço de dimensionamento do capítulo 07. Onde se lê "irradiação anual" leia-se a média diária ao longo do ano, não o total acumulado — 5,0 kWh/m²·dia equivale a cerca de 1.825 kWh/m² por ano.
Um atlas que não abre a metodologia é um folheto com mapa. Esta seção diz qual base foi usada, como ela é produzida, em que resolução e com que limites.
O Atlas Brasileiro de Energia Solar, do LABREN/CCST/INPE, é a referência nacional de recurso solar e continua sendo a obra a consultar em estudo de recurso. Sua base de dados é licenciada em CC BY-NC-ND e, nos termos publicados pelo próprio LABREN, não pode ser reproduzida ou copiada, integral ou parcialmente, para propósitos comerciais sem autorização expressa do instituto. NC veda o uso comercial; ND veda obra derivada. Por isso nenhum dado, mapa ou tabela daquela obra foi utilizado, adaptado ou derivado aqui. Este atlas foi construído sobre bases independentes, de domínio público.
A irradiação e a temperatura deste atlas vêm do NASA POWER — Prediction Of Worldwide Energy Resources —, programa da NASA que distribui séries meteorológicas e de radiação derivadas de satélite e de reanálise, em domínio público e com uso comercial livre mediante citação.
| Grandeza | Produto de origem | Resolução |
|---|---|---|
| Irradiação global, direta e difusa | SYN1DEG | 1° × 1° (~111 km) |
| Irradiação em plano inclinado | SYN1DEG derivado | 1° × 1° |
| Temperatura do ar e mínima absoluta | MERRA-2 | 0,5° × 0,625° (~55 km) |
O SYN1DEG combina observações de satélites geoestacionários e polares com transferência radiativa para estimar os fluxos de radiação na superfície. O MERRA-2 é uma reanálise: um modelo atmosférico global reprocessado com assimilação de observações, que produz um campo meteorológico contínuo e coerente no tempo.
Os mapas e as tabelas deste atlas usam a climatologia de 20 anos, de janeiro de 2001 a dezembro de 2020: para cada célula e cada mês, a média daquele mês ao longo dos vinte anos. É a base correta para dimensionar, porque representa a condição típica e não um ano particular. O que a climatologia não diz é quanto um ano ruim se afasta dessa média — e essa pergunta tem capítulo próprio, o 05.
A temperatura mínima segue outra lógica: em vez da média, foi tomada a menor temperatura registrada no período, porque o que rompe um circuito é a noite excepcional, não o mês médio.
Vale saber o que está por trás da estimativa de satélite, porque é contra a medida em solo que ela se valida. A irradiação global se mede com piranômetro — de termopilha, mais preciso e usado como referência, ou de fotodiodo, mais barato e com resposta espectral limitada. A direta normal se mede com pirheliômetro, montado em rastreador solar que mantém o instrumento apontado para o disco solar ao longo do dia. A difusa se obtém sombreando um piranômetro com uma bola ou anel que bloqueia apenas o disco solar.
No Brasil, as duas redes de referência são a rede SONDA, operada pelo INPE com estações solarimétricas de padrão de pesquisa, e as estações meteorológicas automáticas do INMET, muito mais numerosas mas com instrumentação de menor precisão para radiação. É contra redes desse tipo que qualquer modelo de satélite precisa ser aferido.
Cada valor deste atlas representa uma célula de grade, não um ponto. Uma célula de 1° tem cerca de 111 km de lado e cobre relevo, vegetação e nebulosidade variados. Onde se lê "Curitiba" leia-se "a célula que contém Curitiba". Em terreno plano e homogêneo a aproximação é boa; em região de serra, em faixa litorânea estreita e em vale encaixado ela se degrada — e o capítulo 03 quantifica esse efeito.
Um atlas que não declara seu erro pede confiança sem dar motivo. Este declara, em dois níveis: contra medição de piranômetro em solo e contra um segundo produto de satélite.
O padrão-ouro é a medição direta, e ela vem adiante, com a rede SONDA. Antes dela, uma verificação mais ampla: a base deste atlas foi comparada, localidade a localidade, contra o PVGIS, do Joint Research Centre da Comissão Europeia. Os dois produtos não compartilham cadeia de processamento, então a concordância entre eles mede robustez — quantas localidades poderiam estar erradas por falha de um método específico.
| Base do atlas | Contraprova | |
|---|---|---|
| Fonte | NASA POWER | PVGIS, JRC |
| Satélite | SYN1DEG | SARAH2 |
| Reanálise | MERRA-2 | ERA5 |
| Período | 2001–2020 | 2005–2020 |
O viés é negativo e sistemático: a base deste atlas estima, em média, 2,4% a menos de irradiação que o PVGIS, com erro quadrático médio de 4,1%. Vinte e sete das 36 localidades comparadas ficam dentro de ±5%. Para dimensionamento de aquecimento solar, um viés negativo é o lado seguro do erro — leva a sistema ligeiramente maior, não menor.
As nove localidades fora da faixa de ±5% são, todas, litorâneas ou ribeirinhas: Aracaju, Vitória, Fortaleza, Natal, Salvador, Macapá, João Pessoa, Belém e Manaus. No interior, as duas bases concordam dentro de cerca de 2%.
| Localidade | Este atlas | PVGIS | Diferença |
|---|---|---|---|
| Aracaju SE | 5,56 | 6,23 | -10,7% |
| Vitória ES | 4,90 | 5,33 | -8,1% |
| Fortaleza CE | 5,76 | 6,26 | -7,9% |
| Natal RN | 5,77 | 6,26 | -7,8% |
| Salvador BA | 5,26 | 5,69 | -7,6% |
| Macapá AP | 5,00 | 5,33 | -6,1% |
| João Pessoa PB | 5,85 | 6,22 | -5,9% |
| Belém PA | 5,20 | 5,52 | -5,8% |
| Manaus AM | 4,66 | 4,94 | -5,6% |
| Teresina PI | 5,83 | 6,09 | -4,3% |
| Porto Velho RO | 4,77 | 4,97 | -4,0% |
| Boa Vista RR | 5,14 | 5,35 | -3,9% |
| Maceió AL | 5,92 | 6,09 | -2,8% |
| São Luís MA | 5,23 | 5,37 | -2,6% |
| Belo Horizonte MG | 5,02 | 5,15 | -2,5% |
| Birigui SP | 5,29 | 5,40 | -2,0% |
| Araçatuba SP | 5,29 | 5,40 | -2,0% |
| Rio de Janeiro RJ | 4,71 | 4,79 | -1,6% |
| Ribeirão Preto SP | 5,23 | 5,31 | -1,4% |
| Bauru SP | 5,16 | 5,23 | -1,3% |
| Florianópolis SC | 4,32 | 4,34 | -0,5% |
| Goiânia GO | 5,50 | 5,52 | -0,3% |
| São Paulo SP | 4,53 | 4,54 | -0,3% |
| Londrina PR | 5,02 | 5,04 | -0,3% |
| Campinas SP | 5,14 | 5,15 | -0,2% |
| Recife PE | 6,05 | 6,05 | -0,1% |
| São José do Rio Preto SP | 5,37 | 5,37 | -0,1% |
| Maringá PR | 5,02 | 5,01 | +0,2% |
| Curitiba PR | 4,37 | 4,36 | +0,3% |
| Uberlândia MG | 5,47 | 5,44 | +0,5% |
| Brasília DF | 5,54 | 5,51 | +0,6% |
| Campo Grande MS | 5,22 | 5,16 | +1,1% |
| Porto Alegre RS | 4,56 | 4,50 | +1,3% |
| Cuiabá MT | 5,27 | 5,18 | +1,7% |
| Palmas TO | 5,48 | 5,37 | +2,1% |
| Caxias do Sul RS | 4,52 | 4,43 | +2,1% |
A explicação é geométrica, não física. Uma célula de grade sobre a costa mistura superfície de terra e de mar, que têm albedo, nebulosidade e regime térmico diferentes; cada produto resolve essa mistura de um jeito. Quanto mais estreita a faixa de terra dentro da célula, maior a divergência.
Concordância entre dois satélites mede robustez, não acerto. Para medir acerto é preciso comparar contra quem mede a irradiação diretamente, com piranômetro instalado no chão. É o que faz a rede SONDA, do INPE — e, ao contrário da base do Atlas do mesmo instituto, os dados da SONDA são licenciados em CC BY 4.0, que permite uso comercial com atribuição.
Foram processadas as séries de irradiância global de todas as estações solarimétricas com registro suficiente dentro da janela 2001–2020. O dado bruto vem em média por minuto, em W/m²: mais de meio milhão de leituras por estação-ano, agregadas até a média diária com controle de qualidade — descarte de leitura fora da faixa física, dia válido só com 95% dos minutos, mês válido só com 20 dias, e ano válido só com os doze meses, para que falha sazonal não enviese a média. Sobraram 21 anos-estação completos. A comparação com o satélite é feita nas coordenadas exatas de cada estação e ano a ano, para que a diferença medida seja erro da base e não diferença de janela amostral.
| Estação | Anos | Medido | Este atlas | Desvio | PVGIS |
|---|---|---|---|---|---|
| Natal RN | 3 | 6,01 | 5,78 | -3,9% | +4,0% |
| São Martinho da Serra RS | 4 | 4,67 | 4,59 | -1,6% | -3,3% |
| Cachoeira Paulista SP | 4 | 4,95 | 4,89 | -1,1% | +1,1% |
| Florianópolis SC | 4 | 4,40 | 4,40 | +0,1% | +2,2% |
| Brasília DF | 3 | 5,36 | 5,51 | +2,7% | +3,1% |
| Petrolina PE | 3 | 5,58 | 5,89 | +5,7% | +4,0% |
| Joinville SC | 5 | 3,20 | 4,22 | +31,9% | +23,8% |
Contra o solo, a base deste atlas é praticamente não enviesada: +0,3% de viés médio e 3,1% de erro quadrático médio. O PVGIS, na mesma comparação, fica em +1,9% de viés e 3,1% de RMSE. Os dois produtos são bons; o usado aqui é ligeiramente mais central.
O resultado de Natal confirma o que a comparação entre satélites havia sugerido: ali a base deste atlas fica 3,9% abaixo da medição, enquanto o PVGIS fica 4,0% acima. É estação litorânea, e é exatamente onde a célula de grade mistura terra e mar. A ressalva costeira acima não era hipótese: aparece na medição.
Coletores planos em cobertura no semiárido, sob sol de meio-dia, com o barrilete de cobre correndo entre as fileiras. Sombra curta e dura: é a condição de irradiação máxima do país — e, como o capítulo mostra, a que menos explica o tamanho do sistema.
A irradiação varia muito menos pelo país do que a intuição sugere. Entre a melhor e a pior capital há um fator de 1,5. Não é a irradiação que faz um sistema ser grande.
A distância entre esses dois fatores é o ponto de partida deste atlas. Ela é tudo aquilo que o mapa de irradiação não mostra: o mês em que o sistema sofre, o ângulo que se escolhe e, principalmente, a temperatura da água que entra no sistema.
A faixa de maior irradiação do país é o interior do semiárido — oeste da Bahia, sul do Piauí, sertão de Pernambuco —, onde a média anual passa de 5,9 kWh/m²·dia. A menor está no litoral de Santa Catarina e do Paraná e no extremo sul gaúcho, abaixo de 4,4. A Amazônia ocidental fica em posição intermediária-baixa, puxada pela nebulosidade convectiva, não pela latitude.
Para o especificador de aquecimento solar, três leituras importam mais que o valor anual:
A média anual esconde a sazonalidade, que é o que realmente dimensiona. Os doze painéis abaixo estão na mesma escala de cor — escala por painel exageraria cada mês e apagaria a comparação entre eles.
Irradiação global horizontal mês a mês, kWh/m² por dia, escala única nos doze painéis. A faixa mensal vai de 2,20 a 7,28 no território nacional — três vezes mais amplitude que a média anual sugere. Fonte: NASA POWER, climatologia 2001–2020. Elaboração: Solis Solar.
A sequência mostra três comportamentos distintos. O semiárido nordestino sustenta valores altos de agosto a novembro e só cede no início do ano. O Sul afunda de maio a julho, com junho em torno de 3 kWh/m²·dia. E a faixa central do país — Centro-Oeste e sul da Amazônia — escurece justamente no verão, entre dezembro e fevereiro, quando a convecção domina. É a base do capítulo 06.
A global horizontal se reparte entre a componente direta e a difusa, e a proporção entre elas muda a tecnologia adequada. Concentrador só aproveita a direta; coletor plano aproveita as duas.
O contraste é grande: no semiárido, menos de um terço da irradiação chega difusa; na Amazônia ocidental, mais da metade. É a razão física de o coletor plano fechado dominar o mercado brasileiro de água quente — sob fração difusa alta, a tecnologia que só enxerga o disco solar perde metade do recurso disponível.
A climatologia diz a média de vinte anos. Nenhum ano é a média. Este capítulo mede o quanto o recurso oscila e traduz isso em margem.
Todo o dimensionamento deste atlas usa a média climatológica. É a escolha correta, mas ela esconde uma pergunta que o cliente vai fazer na primeira temporada ruim: e se o ano for pior que a média? Para responder, a série anual de irradiação de 2001 a 2020 foi levantada para cada uma das 115 localidades e tratada estatisticamente.
O coeficiente de variação da irradiação anual no Brasil fica entre 1,0% e 4,0%, com mediana de 2,3%. Para efeito de comparação, é uma grandeza muito mais previsível que vazão de rio ou regime de chuva. Um sistema solar térmico bem dimensionado não tem ano catastrófico: tem ano um pouco pior.
A geografia da variabilidade segue a meteorologia. No Norte, dominado por convecção tropical de regime estável, o coeficiente médio é de 1,7% — Santarém, no Pará, é a localidade mais previsível do levantamento, com 1,0%. No Sul, onde a passagem de sistemas frontais varia de um ano para o outro, a média sobe para 3,3%, e Petrópolis, na serra fluminense, lidera com 4,0%.
Em estudo de recurso, a convenção é declarar o P90: o valor de irradiação anual que é superado em 90% dos anos. É o ano conservador com que se dimensiona quando o projeto não admite frustração de desempenho — em contrato de performance, por exemplo.
O déficit do P90 em relação à média mediana é de 2,7%, chegando a 6,7% em Pelotas. Traduzido para projeto: acrescentar de 3% a 7% à área coletora, conforme a localidade, cobre o ano ruim. É uma margem pequena, e é exatamente por ser pequena que vale declará-la em vez de embutir um "fator de segurança" redondo e não justificado.
| Localidade | Média 2001–2020 | Pior ano | P90 | CV | Déficit P90 |
|---|---|---|---|---|---|
| Pelotas RS | 4,50 | 4,14 | 4,20 | 3,6% | 6,7% |
| Cachoeiro de Itapemirim ES | 4,86 | 4,56 | 4,62 | 3,5% | 5,1% |
| Juiz de Fora MG | 4,68 | 4,44 | 4,45 | 3,7% | 4,8% |
| Campos dos Goytacazes RJ | 4,97 | 4,70 | 4,74 | 3,5% | 4,7% |
| Porto Alegre RS | 4,56 | 4,21 | 4,35 | 3,4% | 4,7% |
| Uruguaiana RS | 4,88 | 4,57 | 4,65 | 3,7% | 4,7% |
| Petrópolis RJ | 4,71 | 4,44 | 4,49 | 4,0% | 4,6% |
| Rio de Janeiro RJ | 4,71 | 4,44 | 4,49 | 4,0% | 4,6% |
| João Pessoa PB | 5,85 | 5,65 | 5,78 | 1,3% | 1,2% |
| Recife PE | 6,05 | 5,87 | 5,97 | 1,4% | 1,2% |
| Belém PA | 5,20 | 5,11 | 5,14 | 1,1% | 1,1% |
| Santarém PA | 5,07 | 4,99 | 5,02 | 1,0% | 1,1% |
A mesma tecnologia da página anterior, sob céu fechado de inverno no Sul. Luz difusa, nenhuma sombra projetada, tudo molhado. É neste dia, e não no de sol forte, que o dimensionamento se decide.
Um sistema fotovoltaico é dimensionado pelo ano. Um sistema de aquecimento solar é dimensionado pelo mês em que ele mais sofre — e no Brasil esse mês não é o mesmo em todo lugar.
A diferença é estrutural, não de detalhe. O fotovoltaico injeta o excedente do verão na rede e o recupera no inverno; a compensação acontece na fatura. Água quente não tem rede: o que sobra em janeiro não aquece o chuveiro de julho. Se o sistema não entregar no mês pior, o apoio elétrico ou a gás cobre a diferença — e é exatamente essa conta que o cliente vai receber.
Rodando os doze meses de irradiação no plano inclinado à latitude para cada célula da grade nacional, o mês de mínimo se organiza em dois regimes geográficos bem separados.
No Sul, no Sudeste e na faixa litorânea do Nordeste, o mínimo é junho: é o regime de inverno, o que todo mundo espera. Mas em cerca de 60% do território — Centro-Oeste, boa parte da Amazônia, Tocantins, norte de Minas, Piauí — o mínimo cai entre novembro e março: é o regime de estação chuvosa, em que o sistema sofre no verão, sob nebulosidade persistente, e não no inverno.
Isso tem consequência direta de projeto, e é onde uma regra de bolso do Sudeste erra ao ser exportada. Em Brasília, dimensionar pelo inverno subestima o sistema: junho é um mês bom ali. O aperto vem em novembro.
Há uma regra difundida de que coletor para água quente deve ser inclinado à latitude mais 10° ou 15°, para privilegiar o sol baixo do inverno. A regra é boa — onde o mês crítico é o inverno. Onde não é, ela cobra caro.
| Localidade | Latitude | Mês crítico | Latitude+15° no mês crítico | Efeito no ano |
|---|---|---|---|---|
| São José do Rio Preto SP | 20,8° | jun | +7,8% | -2,4% |
| Birigui SP | 21,3° | jun | +7,5% | -2,6% |
| Ribeirão Preto SP | 21,2° | jun | +7,5% | -2,5% |
| Bauru SP | 22,3° | jun | +7,4% | -2,7% |
| Campinas SP | 22,9° | jun | +7,3% | -2,7% |
| Campo Grande MS | 20,5° | jun | +7,3% | -2,8% |
| Palmas TO | 10,2° | jan | -9,0% | -1,0% |
| Teresina PI | 5,1° | jan | -9,0% | -1,7% |
| Belo Horizonte MG | 19,9° | nov | -9,2% | -2,5% |
| Cuiabá MT | 15,6° | jan | -9,4% | -1,8% |
| Goiânia GO | 16,7° | dec | -10,3% | -1,4% |
| Uberlândia MG | 18,9° | dec | -11,0% | -1,9% |
No regime de inverno, subir 15° acima da latitude entrega de 5% a 8% a mais no mês crítico e custa de 2% a 5% no total anual. É uma troca vantajosa: perde-se energia no verão, quando sobra, para ganhar no inverno, quando falta. No regime de chuva, a mesma decisão reduz a captação no mês crítico em até 11%, porque o sol de novembro e dezembro está alto e um plano muito inclinado o recebe de esguelha.
Campo de coletores visto de cima, com o barrilete correndo entre as fileiras. A grandeza que o projeto entrega aqui não é potência instalada: é área — e é ela que este capítulo calcula.
Um coeficiente por localidade, normalizado por 100 litros diários a 40 °C. Multiplique pela demanda levantada da sua obra e você tem a área coletora.
O dimensionamento parte de um balanço de energia no mês crítico. É o mesmo princípio por trás do método f-Chart, referenciado pela ABNT NBR 15569 e adotado no manual técnico do LabEEE/UFSC, aqui reduzido à forma direta que o anteprojeto exige.
Os coeficientes tabelados adiante usam fração solar de 60% no mês crítico, rendimento global de 50%, uso a 40 °C e temperatura de água de alimentação igual à média do ar no mês crítico, com piso de 12 °C para representar o amortecimento da rede enterrada. Troque qualquer uma dessas premissas e o coeficiente muda proporcionalmente — a fórmula está acima justamente para isso.
Normalizar por 100 litros diários a 40 °C dispensa qualquer premissa de ocupação: o especificador levanta a demanda da obra pelo método que preferir — vazão dos pontos de consumo pela NBR 5626, volume médio per capita, ou medição — e multiplica.
| Localidade | Crít. | H | T. fria | m²/100 L |
|---|---|---|---|---|
| Bagé RS | jun | 3,65 | 12,0 | 1,07 |
| Caxias do Sul RS | jun | 3,60 | 12,5 | 1,07 |
| Pelotas RS | jun | 3,53 | 13,2 | 1,06 |
| Rio Grande RS | jun | 3,33 | 14,8 | 1,06 |
| Lages SC | jun | 3,72 | 12,0 | 1,05 |
| Passo Fundo RS | jun | 3,71 | 13,0 | 1,02 |
| Localidade | Crít. | H | T. fria | m²/100 L |
|---|---|---|---|---|
| Bom Jesus PI | fev | 4,93 | 26,1 | 0,39 |
| Picos PI | fev | 4,94 | 26,3 | 0,39 |
| Natal RN | jun | 4,82 | 26,7 | 0,38 |
| Barreiras BA | nov | 5,11 | 26,6 | 0,37 |
| Teresina PI | jan | 4,72 | 27,4 | 0,37 |
| Mossoró RN | jun | 5,43 | 27,1 | 0,33 |
O fator 3,2× é o produto de dois efeitos que se multiplicam, e o segundo costuma ser ignorado:
É por isso que um sistema especificado por catálogo, com regra única para o país, entrega bem no Nordeste e decepciona no Sul. Não é falha do equipamento. É a conta que não foi feita.
A prática de mercado recomenda de 1,0 a 1,5 m² de coletor por 100 litros de reservatório. Como o reservatório é dimensionado para armazenar a 60 °C e o coeficiente deste atlas se refere a consumo a 40 °C, a conversão entre as duas bases é de aproximadamente o dobro. A faixa deste atlas, de 0,33 a 1,07 m² por 100 L a 40 °C, equivale a algo entre 0,7 e 2,1 m² por 100 L na base de 60 °C. A regra de bolso cai dentro dessa faixa — no meio dela. O que o atlas acrescenta não é um número diferente: é saber em que localidade você está no piso da faixa e em qual está no teto.
O caminho é sempre o mesmo: levante a demanda diária de água quente a 40 °C, encontre a localidade na tabela do anexo, multiplique. Três exemplos, com as premissas de ocupação declaradas em cada um — são premissas de exemplo, não valores normativos, e devem ser substituídas pelo levantamento real da obra.
140 hóspedes, 60 L/hóspede·dia a 40 °C = 8.400 L/dia.
8.400 ÷ 100 × 0,544 = 46 m² de coletor.
Mês crítico junho, H = 5,21 kWh/m²·dia, ângulo latitude+15°.
300 usuários·dia, 25 L/usuário a 40 °C = 7.500 L/dia.
7.500 ÷ 100 × 0,95 = cerca de 71 m².
A mesma demanda de um hotel menor exige quase o dobro da área, por causa da água fria de junho.
120 leitos, 100 L/leito·dia a 40 °C = 12.000 L/dia.
12.000 ÷ 100 × 0,41 = cerca de 49 m².
Demanda 43% maior que a do hotel de Birigui, área coletora praticamente igual.
O método do capítulo, aplicado à demanda que você levantar. As premissas ficam à vista e podem ser trocadas — o resultado acompanha.
Resultado de anteprojeto. Projeto executivo pede a curva de rendimento do coletor efetivamente especificado e o perfil horário de consumo da edificação — e vale conferir contra o Dimensolis, como descrito adiante.
Para sistema central com consumo distribuído ao longo do dia, o volume de acumulação usual fica entre 1,0 e 1,5 vez o consumo diário de água quente à temperatura de armazenamento. Quanto mais concentrado o pico — vestiário de clube, escola, ginásio —, mais o volume tende ao teto da faixa; quanto mais espalhado — hotel, hospital —, mais ele pode ficar no piso. O reservatório também tem função térmica além da função de estoque: acumulação adequada mantém a água de entrada dos coletores mais fria, e coletor com entrada fria rende mais.
A Solis mantém uma calculadora própria de dimensionamento, o Dimensolis, com três trilhas — banho, piscina e fotovoltaico —, descrita pela fabricante como ferramenta para simulação do tamanho e do custo do sistema. O acesso à calculadora exige conta.
Atlas e calculadora não fazem a mesma coisa, e é bom que não façam. A calculadora entrega o número para a obra específica, com os produtos reais da linha. O atlas entrega o critério: qual é o mês que manda naquela localidade, qual ângulo esse mês pede, e por que a mesma demanda pede áreas tão diferentes em cidades diferentes. Um responde "quanto"; o outro, "por quê".
O uso mais útil dos dois juntos é a conferência cruzada. Rode o dimensionamento no Dimensolis, calcule a área pelo coeficiente da localidade na tabela do anexo e compare. Convergência entre dois métodos independentes é confiança de projeto. Divergência grande não significa que um esteja errado — significa que as premissas diferem, e vale descobrir qual: fração solar alvo, rendimento adotado, temperatura de água fria ou mês de referência. Essa é uma conversa que se tem com o fabricante antes de assinar o memorial, não depois.
O que precisa estar citado no memorial, o que precisa estar etiquetado na obra e o que o licenciamento vai cobrar.
| Norma | Objeto | Situação |
|---|---|---|
| ABNT NBR 15569 | Sistema de aquecimento solar de água em circuito direto — requisitos de projeto e instalação | Revisada e publicada em 29/06/2021, substituindo a versão de 2008. Projeto de emenda submetido a consulta pública pela CE-055:003.001. |
| ABNT NBR 15747-1 e -2 | Coletores solares — requisitos gerais e métodos de ensaio | Vigentes, com cancelamento previsto após a publicação do projeto PN-055:003.001-005. Confirme a vigência na data do memorial. |
| ABNT NBR 7198 | Projeto e execução de instalações prediais de água quente | Vigente. Define os requisitos de higiene, segurança e conforto da instalação a jusante do sistema solar. |
| ABNT NBR 5626 | Instalação predial de água fria — vazões de projeto dos aparelhos sanitários | Vigente. É a base para o levantamento de demanda pelo método das vazões. |
Coletores solares e reservatórios térmicos são avaliados pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem, com classes de A a E e Etiqueta Nacional de Conservação de Energia. A avaliação da conformidade segue o RAC anexo à Portaria Inmetro nº 395, de 10 de novembro de 2008. As tabelas de coletores para aplicação banho e para aplicação piscina, e as de reservatórios de alta e de baixa pressão, foram atualizadas pelo Inmetro em 16 de dezembro de 2025.
A capital paulista é o caso mais consolidado, e serve de referência para as demais. A Lei municipal nº 14.459, de 3 de julho de 2007, alterou o Código de Obras e Edificações para tornar obrigatória a instalação de aquecimento solar em novas edificações. A regra é escalonada: imóveis com até três banheiros ficam obrigados apenas a preparar a infraestrutura para instalação futura; com quatro banheiros ou mais, o sistema é de instalação obrigatória. Toda piscina aquecida, nova ou existente, deve usar aquecimento solar.
A Resolução SMUL/CEUSO nº 156, de 17 de dezembro de 2024, estabeleceu procedimentos técnicos e administrativos no licenciamento das edificações que necessitem de sistema de aquecimento complementar, incluindo o tratamento dos casos de impossibilidade técnica e de sistemas alternativos de desempenho equivalente, mediante laudo e aprovação da CEUSO.
A Lei nº 14.300, de 6 de janeiro de 2022, instituiu o marco legal da microgeração e minigeração distribuída. Para os sistemas fotovoltaicos conectados a partir de 2023, a componente Fio B da TUSD passou a ser cobrada de forma escalonada sobre a energia injetada na rede: 30% em 2024, 45% em 2025, 60% em 2026, 75% em 2027 e 90% em 2028.
Isso não afeta diretamente o aquecimento solar — sistema térmico não injeta nada na rede, ele reduz consumo no próprio ponto. Mas afeta a comparação entre as duas tecnologias, e o capítulo 07 trata disso.
Sistema central com acumulação em bateria de reservatórios, recalque em bases de inércia e tubulação isolada. Em obra de grande porte, a casa de máquinas é o item que mais frequentemente falta no projeto de arquitetura.
Onde o anteprojeto vira instalação: arranjo, proteção, materiais e as decisões que determinam se o sistema vai durar quinze anos ou dar manutenção no terceiro.
O termossifão dispensa bomba, controle e energia elétrica, e por isso é o arranjo padrão da residência. Ele exige que o reservatório fique acima dos coletores, com desnível suficiente, e tolera mal circuitos longos. Em obra de grande porte o desnível quase nunca existe e o comprimento de tubulação inviabiliza a circulação natural: o arranjo passa a ser bombeado, com controlador diferencial de temperatura comandando a bomba a partir da diferença entre a saída dos coletores e o fundo do reservatório.
No circuito direto, a própria água de consumo passa pelos coletores. É mais simples e mais eficiente, e é o escopo da NBR 15569. No circuito indireto, um fluido secundário circula pelos coletores e troca calor com a água de consumo por um trocador. O indireto se justifica em duas situações: risco de congelamento, e água de alimentação agressiva ao circuito do coletor.
Congelamento não é problema teórico no Brasil. Em 172 das 2.258 células da grade de temperatura em território brasileiro, a menor temperatura do ar registrada entre 2001 e 2020 ficou abaixo de zero.
| Localidade | Menor temperatura registrada | Mês crítico |
|---|---|---|
| São Joaquim SC | -5,7 °C | jun |
| Guarapuava PR | -5,2 °C | jun |
| Vacaria RS | -5,2 °C | jun |
| Ponta Grossa PR | -5,1 °C | jun |
| Caxias do Sul RS | -4,9 °C | jun |
| Lages SC | -4,9 °C | jun |
| Passo Fundo RS | -3,9 °C | jun |
| Uruguaiana RS | -3,9 °C | jun |
| Bagé RS | -3,8 °C | jun |
| Curitiba PR | -3,7 °C | jun |
| Santa Maria RS | -3,4 °C | jun |
| Chapecó SC | -3,3 °C | jun |
Abaixo de zero, a especificação muda: circuito indireto com fluido anticongelante, ou circuito direto com estratégia ativa de proteção — recirculação comandada por termostato, drenagem automática, ou coletor construtivamente tolerante a congelamento. Cada uma tem custo e modo de falha diferentes, e a escolha precisa estar no memorial, não na cabeça do instalador.
Dureza e agressividade da água determinam a vida útil do circuito. Água dura incrusta a tubulação do coletor e reduz a troca progressivamente, sem sintoma até a queda de desempenho já estar instalada. Onde houver histórico de incrustação, o projeto precisa prever tratamento a montante ou circuito indireto — e prever acesso para limpeza.
Sistema central de água quente com acumulação e recirculação em edificação de uso coletivo — hotel, hospital, casa de repouso — exige atenção ao controle de temperatura de armazenamento e ao dimensionamento do retorno. O sistema solar entrega a água em temperatura variável ao longo do dia, e é o conjunto solar mais apoio que precisa garantir a condição de armazenamento. Em hospital, isso não é recomendação de conforto.
O apoio não é acessório: com fração solar de 60% no mês crítico, ele responde por 40% da energia naquele mês. Dimensione o apoio para a totalidade da demanda na ausência de sol, defina o ponto de inserção — em série após o reservatório solar, nunca dentro dele quando isso comprometer a estratificação — e trave o comando para que o apoio não dispute o dia com o coletor.
Perda térmica de tubulação come fração solar em silêncio. Toda a rede de água quente, de ida e de retorno, precisa de isolamento especificado por espessura em função do diâmetro e da temperatura, e a especificação precisa sobreviver ao orçamento: é o primeiro item que a obra corta e o último que alguém confere.
O ponto mais negligenciado é a conexão. Trecho reto isolado com luva contínua resolve sozinho; conexão, curva, registro e a própria entrada do coletor ficam descobertos porque a luva padrão não fecha ali. São poucos centímetros por ponto, multiplicados por centenas de pontos num campo de coletores.
Piscina aquecida em manhã de inverno. O vapor visível na superfície é perda por evaporação — o maior termo do balanço térmico de uma piscina descoberta.
Quase metade da área de coletor produzida no Brasil é de coletor aberto, e boa parte dela vai para piscina. É um problema térmico diferente do banho — e mais sensível à cobertura que ao coletor.
Em 2024, a produção brasileira somou 922.673 m² de coletores abertos, contra 1.054.574 m² de coletores fechados e 50.834 m² de tubo a vácuo. O coletor aberto — sem cobertura de vidro e sem isolamento — é o adequado para piscina porque a temperatura de trabalho é baixa, entre 26 e 30 °C, e nessa faixa a perda de um coletor envidraçado não compensa o custo do vidro.
A distribuição regional das vendas concentra-se no Sudeste, com 70% do mercado, seguido do Sul com 12%, Centro-Oeste com 8%, Nordeste com 7% e Norte com 3%. Por segmento, o residencial responde por 76%, comercial e serviços por 19%, industrial por 3% e projetos sociais por 2%. É um dado que vale para quem especifica: o segmento de obra coletiva, onde este atlas atua, é justamente o menos maduro do mercado brasileiro — e por isso o mais sujeito a especificação por analogia com a residência.
Diferentemente do banho, em que a energia útil é a que aquece um volume que sai do sistema, a piscina é um reservatório aberto que perde calor continuamente para o ambiente. O termo dominante é a evaporação da lâmina d'água, seguido de radiação para o céu noturno e convecção pelo vento. A área de troca é a superfície da piscina — não o volume.
Para piscina descoberta com uso residencial ou de clube, a área de coletor aberto costuma ser especificada como fração da área de espelho d'água: da ordem de 70% a 100% da superfície para piscina com cobertura térmica, e acima disso quando não há cobertura, com o percentual crescendo conforme a latitude, a exposição ao vento e a temperatura alvo. O vento é a variável mais subestimada: piscina em cota alta e desabrigada perde muito mais que a mesma piscina protegida.
Em São Paulo, a Lei nº 14.459/2007 determina que toda piscina aquecida — em imóvel novo ou existente — utilize sistema de aquecimento solar. É uma exigência que não depende do número de banheiros nem do porte da edificação.
A pergunta certa não é qual tecnologia é melhor. É qual delas resolve a carga que a obra tem, com que área de cobertura e sob que regra tarifária.
Aquecer água por resistência elétrica alimentada por fotovoltaico é converter energia solar em eletricidade, com perda, para depois converter eletricidade em calor. Aquecer água por coletor solar é converter energia solar diretamente em calor. Por área de cobertura ocupada, o segundo caminho entrega mais energia útil para a mesma finalidade — e é por isso que os dois sistemas coexistem em vez de um substituir o outro.
Enquanto a compensação da geração distribuída era integral, o fotovoltaico convertia excedente em crédito de valor cheio, e a comparação era quase indiferente ao horário de uso. Com a cobrança escalonada do Fio B sobre a energia injetada — 60% em 2026, subindo a 90% em 2028 —, o valor do excedente exportado cai, e o autoconsumo instantâneo passa a valer mais que a injeção.
Isso favorece estruturalmente o aquecimento solar, que é autoconsumo por construção: o calor é gerado e armazenado no próprio local, sem passar pela rede e sem sofrer encargo de uso do sistema de distribuição. O reservatório térmico é, em essência, um armazenamento de energia que não paga pedágio.
Em boa parte das obras grandes a resposta é os dois, com divisão clara de escopo: coletor solar cobrindo a carga de água quente, fotovoltaico cobrindo a carga elétrica geral, e o apoio elétrico do sistema térmico alimentado pelo fotovoltaico. Nesse arranjo o apoio deixa de ser um custo puro e passa a consumir energia própria justamente no mês em que o coletor entrega menos.
Quanta energia um metro quadrado de coletor entrega por ano, quanto isso vale na tarifa de hoje e o que muda a conta.
Aplicando o rendimento global de 50% à irradiação anual no plano escolhido, a energia útil entregue por metro quadrado de coletor instalado varia de cerca de 744 kWh por ano nas localidades mais nubladas a mais de 1.040 kWh por ano no Nordeste. A coluna completa está na tabela do anexo.
Essa é a energia que deixa de ser comprada. Como o aquecimento de água por resistência elétrica é o uso final que o sistema substitui na maior parte dos casos, a conversão para reais é direta: multiplique a produção anual pela tarifa aplicável à unidade consumidora, com tributos.
A ANEEL projetou para 2026 um efeito médio de alta de cerca de 8% nas tarifas de energia elétrica, com a tarifa residencial média nacional saindo de aproximadamente R$ 786 por MWh em dezembro de 2025 para cerca de R$ 849 por MWh ao fim de 2026 — da ordem de R$ 0,85 por kWh. Encargos setoriais, com destaque para a Conta de Desenvolvimento Energético, respondem pela maior parte da pressão.
Verificação de conexão em bateria de coletores. Em sistema central, a execução do barrilete determina o equilíbrio hidráulico entre as fileiras — e o equilíbrio determina o desempenho real do campo.
A Solis fabrica em Birigui, no interior de São Paulo, há quinze anos, com mais de trezentos pontos de venda no país.
| Linha | Aplicação |
|---|---|
| Linha Banho | Coletor fechado para água quente de consumo, residencial e coletivo |
| Linha Piscina | Coletor aberto para aquecimento de piscina |
| Linha OGP | Aplicação de grande porte |
| FotoSolis | Fotovoltaico |
| SmartHot | Linha inteligente |
Dimensolis — calculadora de dimensionamento da Solis, em dimensolis.com.br, com trilhas separadas para banho, piscina e fotovoltaico. Simula o tamanho e o custo do sistema. Requer conta. Use junto com o coeficiente de área do capítulo 03, como conferência cruzada entre dois métodos independentes.
Solis Solar · Rua João Galo, 1655, Bosque da Saúde, Birigui/SP, 16200-381 · (18) 3211-3773 · [email protected] · solissolar.com.br
A tabela completa das 115 localidades, o checklist de especificação e a procedência de cada dado.
GHI é a irradiação global horizontal anual. H é a irradiação no plano dos coletores no mês crítico, no ângulo indicado. T. fria é a temperatura da água de alimentação adotada. O coeficiente é a área de coletor por 100 litros diários a 40 °C, com fração solar de 60% no mês crítico e rendimento global de 50%. A última coluna é a energia útil anual entregue por m² instalado.
Clique no cabeçalho para ordenar por qualquer coluna.
| Localidade | UF | GHI ano | Mês crít. | H crít. | Ângulo | T. fria | m²/100 L | kWh/m²·ano | CV |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Cruzeiro do Sul | AC | 4,62 | fev | 3,64 | latitude | 25,2 | 0,57 | 753 | 1,9% |
| Rio Branco | AC | 4,73 | fev | 3,74 | latitude | 25,1 | 0,56 | 784 | 2,1% |
| Arapiraca | AL | 5,63 | jun | 4,39 | latitude+15° | 23,9 | 0,51 | 925 | 2,1% |
| Maceió | AL | 5,92 | jun | 4,95 | latitude+15° | 25,2 | 0,42 | 998 | 1,6% |
| Manaus | AM | 4,66 | dez | 3,67 | latitude | 27,1 | 0,49 | 762 | 1,7% |
| Parintins | AM | 4,91 | abr | 3,80 | latitude | 26,7 | 0,49 | 806 | 1,2% |
| Tefé | AM | 4,70 | mai | 3,84 | latitude+15° | 25,6 | 0,52 | 750 | 1,8% |
| Macapá | AP | 5,00 | fev | 3,52 | latitude+15° | 25,7 | 0,57 | 808 | 1,3% |
| Oiapoque | AP | 4,92 | fev | 3,48 | latitude+15° | 25,0 | 0,60 | 797 | 2,1% |
| Barreiras | BA | 5,87 | nov | 5,11 | latitude | 26,6 | 0,37 | 1040 | 2,1% |
| Feira de Santana | BA | 5,26 | jun | 4,47 | latitude+15° | 23,2 | 0,53 | 888 | 2,6% |
| Ilhéus | BA | 5,15 | jun | 4,47 | latitude+15° | 25,0 | 0,47 | 866 | 2,6% |
| Juazeiro | BA | 5,88 | jun | 5,22 | latitude+15° | 24,8 | 0,41 | 986 | 2,3% |
| Salvador | BA | 5,26 | jun | 4,47 | latitude+15° | 24,3 | 0,49 | 888 | 2,6% |
| Vitória da Conquista | BA | 5,35 | jun | 4,78 | latitude+15° | 20,0 | 0,58 | 907 | 2,8% |
| Fortaleza | CE | 5,76 | abr | 4,47 | latitude+15° | 27,2 | 0,40 | 973 | 2,4% |
| Juazeiro do Norte | CE | 5,85 | jun | 5,28 | latitude+15° | 24,5 | 0,41 | 989 | 2,3% |
| Sobral | CE | 5,59 | fev | 4,50 | latitude | 26,2 | 0,43 | 955 | 1,9% |
| Brasília | DF | 5,54 | nov | 4,70 | latitude | 23,2 | 0,50 | 987 | 2,3% |
| Cachoeiro de Itapemirim | ES | 4,86 | nov | 4,50 | latitude | 24,3 | 0,49 | 907 | 3,5% |
| Linhares | ES | 4,84 | nov | 4,24 | latitude | 25,0 | 0,49 | 856 | 3,2% |
| São Mateus | ES | 5,30 | jun | 4,75 | latitude+15° | 22,5 | 0,51 | 911 | 2,7% |
| Vitória | ES | 4,90 | jun | 4,72 | latitude+15° | 20,1 | 0,59 | 881 | 3,2% |
| Anápolis | GO | 5,47 | nov | 4,71 | latitude | 23,2 | 0,50 | 975 | 2,2% |
| Catalão | GO | 5,43 | dez | 4,84 | latitude | 24,1 | 0,46 | 974 | 2,4% |
| Goiânia | GO | 5,50 | dez | 4,75 | latitude | 23,6 | 0,48 | 981 | 2,1% |
| Luziânia | GO | 5,52 | nov | 4,72 | latitude | 23,7 | 0,48 | 985 | 2,4% |
| Rio Verde | GO | 5,47 | dez | 4,93 | latitude | 24,7 | 0,43 | 980 | 1,9% |
| Balsas | MA | 5,44 | dez | 4,25 | latitude | 26,9 | 0,43 | 929 | 1,7% |
| Imperatriz | MA | 5,25 | jan | 4,20 | latitude | 26,2 | 0,46 | 881 | 1,6% |
| São Luís | MA | 5,23 | mar | 4,10 | latitude | 26,4 | 0,46 | 880 | 1,7% |
| Belo Horizonte | MG | 5,02 | nov | 4,45 | latitude | 21,5 | 0,58 | 898 | 3,4% |
| Divinópolis | MG | 5,17 | nov | 4,89 | latitude | 23,2 | 0,48 | 972 | 2,9% |
| Governador Valadares | MG | 4,97 | jun | 4,54 | latitude+15° | 21,8 | 0,56 | 845 | 3,0% |
| Juiz de Fora | MG | 4,68 | jun | 4,59 | latitude+15° | 17,8 | 0,67 | 842 | 3,7% |
| Montes Claros | MG | 5,58 | nov | 4,86 | latitude | 24,8 | 0,44 | 999 | 2,8% |
| Poços de Caldas | MG | 5,08 | jun | 5,26 | latitude+15° | 15,4 | 0,65 | 934 | 2,7% |
| Uberaba | MG | 5,29 | dez | 4,76 | latitude | 23,5 | 0,48 | 956 | 2,1% |
| Uberlândia | MG | 5,47 | dez | 4,91 | latitude | 23,2 | 0,48 | 982 | 2,3% |
| Campo Grande | MS | 5,22 | jun | 5,12 | latitude+15° | 19,3 | 0,56 | 946 | 2,1% |
| Corumbá | MS | 5,09 | jun | 4,51 | latitude+15° | 23,8 | 0,50 | 869 | 2,0% |
| Dourados | MS | 5,10 | jun | 4,63 | latitude+15° | 19,0 | 0,63 | 918 | 2,5% |
| Três Lagoas | MS | 5,37 | jun | 5,34 | latitude+15° | 20,5 | 0,51 | 976 | 2,1% |
| Barra do Garças | MT | 5,37 | dez | 4,43 | latitude | 25,8 | 0,45 | 930 | 2,0% |
| Cuiabá | MT | 5,27 | jan | 4,66 | latitude | 26,6 | 0,40 | 922 | 2,3% |
| Rondonópolis | MT | 5,31 | jan | 4,68 | latitude | 26,2 | 0,41 | 941 | 2,2% |
| Sinop | MT | 5,30 | dez | 4,30 | latitude | 24,9 | 0,49 | 910 | 2,2% |
| Sorriso | MT | 5,33 | fev | 4,44 | latitude | 24,7 | 0,48 | 922 | 2,2% |
| Altamira | PA | 4,85 | fev | 3,60 | latitude | 25,0 | 0,58 | 771 | 1,2% |
| Belém | PA | 5,20 | fev | 3,75 | latitude | 25,9 | 0,53 | 872 | 1,1% |
| Marabá | PA | 5,01 | dez | 3,85 | latitude | 27,1 | 0,47 | 829 | 1,4% |
| Santarém | PA | 5,07 | fev | 4,07 | latitude | 26,3 | 0,47 | 842 | 1,0% |
| Campina Grande | PB | 5,47 | jun | 4,41 | latitude+15° | 23,4 | 0,53 | 893 | 1,9% |
| João Pessoa | PB | 5,85 | jun | 4,85 | latitude+15° | 25,3 | 0,42 | 986 | 1,3% |
| Patos | PB | 6,10 | jun | 5,14 | latitude+15° | 25,2 | 0,40 | 1019 | 1,8% |
| Caruaru | PE | 5,35 | jun | 4,19 | latitude+15° | 21,1 | 0,63 | 874 | 2,3% |
| Garanhuns | PE | 5,72 | jun | 4,52 | latitude+15° | 21,6 | 0,57 | 939 | 1,9% |
| Petrolina | PE | 5,88 | jun | 5,22 | latitude+15° | 24,8 | 0,41 | 986 | 2,3% |
| Recife | PE | 6,05 | jun | 5,05 | latitude+15° | 25,1 | 0,41 | 1026 | 1,4% |
| Bom Jesus | PI | 5,82 | fev | 4,93 | latitude | 26,1 | 0,39 | 1017 | 1,9% |
| Picos | PI | 5,93 | fev | 4,94 | latitude | 26,3 | 0,39 | 1027 | 2,1% |
| Teresina | PI | 5,83 | jan | 4,72 | latitude | 27,4 | 0,37 | 1001 | 1,3% |
| Cascavel | PR | 4,96 | jun | 4,30 | latitude+15° | 15,8 | 0,79 | 895 | 2,9% |
| Curitiba | PR | 4,37 | jun | 3,84 | latitude+15° | 14,0 | 0,95 | 784 | 3,4% |
| Foz do Iguaçu | PR | 4,89 | jun | 4,09 | latitude+15° | 17,4 | 0,77 | 879 | 3,5% |
| Guarapuava | PR | 4,65 | jun | 4,12 | latitude+15° | 13,0 | 0,91 | 845 | 2,9% |
| Londrina | PR | 5,02 | jun | 4,74 | latitude+15° | 16,7 | 0,69 | 911 | 2,4% |
| Maringá | PR | 5,02 | jun | 4,74 | latitude+15° | 17,7 | 0,66 | 911 | 2,4% |
| Ponta Grossa | PR | 4,47 | jun | 3,87 | latitude+15° | 14,1 | 0,94 | 805 | 3,1% |
| Cabo Frio | RJ | 4,70 | jun | 4,63 | latitude+15° | 22,5 | 0,53 | 851 | 3,9% |
| Campos dos Goytacazes | RJ | 4,97 | jun | 4,81 | latitude+15° | 22,5 | 0,51 | 894 | 3,5% |
| Petrópolis | RJ | 4,71 | jun | 4,61 | latitude+15° | 19,0 | 0,63 | 852 | 4,0% |
| Rio de Janeiro | RJ | 4,71 | jun | 4,61 | latitude+15° | 21,5 | 0,56 | 852 | 4,0% |
| Volta Redonda | RJ | 4,74 | jun | 4,87 | latitude+15° | 17,0 | 0,66 | 869 | 3,7% |
| Mossoró | RN | 6,09 | jun | 5,43 | latitude+15° | 27,1 | 0,33 | 1019 | 1,6% |
| Natal | RN | 5,77 | jun | 4,82 | latitude+15° | 26,7 | 0,38 | 965 | 1,6% |
| Ji-Paraná | RO | 4,94 | fev | 3,83 | latitude | 25,3 | 0,54 | 832 | 2,5% |
| Porto Velho | RO | 4,77 | dez | 3,69 | latitude | 26,1 | 0,53 | 792 | 2,1% |
| Vilhena | RO | 4,88 | fev | 3,91 | latitude | 23,8 | 0,58 | 828 | 2,4% |
| Boa Vista | RR | 5,14 | mai | 3,87 | latitude | 26,9 | 0,47 | 861 | 1,8% |
| Pacaraima | RR | 5,41 | mai | 4,30 | latitude | 22,7 | 0,56 | 916 | 1,5% |
| Bagé | RS | 4,74 | jun | 3,65 | latitude+15° | 12,0 | 1,07 | 864 | 3,5% |
| Caxias do Sul | RS | 4,52 | jun | 3,60 | latitude+15° | 12,5 | 1,07 | 816 | 3,8% |
| Passo Fundo | RS | 4,72 | jun | 3,71 | latitude+15° | 13,0 | 1,02 | 843 | 3,6% |
| Pelotas | RS | 4,50 | jun | 3,53 | latitude+15° | 13,2 | 1,06 | 801 | 3,6% |
| Porto Alegre | RS | 4,56 | jun | 3,55 | latitude+15° | 14,5 | 1,00 | 820 | 3,4% |
| Rio Grande | RS | 4,65 | jun | 3,33 | latitude+15° | 14,8 | 1,06 | 811 | 3,0% |
| Santa Maria | RS | 4,68 | jun | 3,70 | latitude+15° | 13,2 | 1,01 | 847 | 3,9% |
| Uruguaiana | RS | 4,88 | jun | 3,79 | latitude+15° | 13,3 | 0,98 | 886 | 3,7% |
| Vacaria | RS | 4,62 | jun | 3,88 | latitude+15° | 12,0 | 1,01 | 841 | 3,3% |
| Blumenau | SC | 4,16 | jun | 3,59 | latitude+15° | 14,7 | 0,98 | 744 | 3,5% |
| Chapecó | SC | 4,76 | jun | 3,74 | latitude+15° | 14,5 | 0,95 | 845 | 3,5% |
| Criciúma | SC | 4,33 | jun | 3,93 | latitude+15° | 14,3 | 0,91 | 795 | 3,3% |
| Florianópolis | SC | 4,32 | jun | 3,72 | latitude+15° | 16,8 | 0,87 | 773 | 3,0% |
| Joinville | SC | 4,21 | jun | 3,52 | latitude+15° | 17,7 | 0,88 | 745 | 3,2% |
| Lages | SC | 4,41 | jun | 3,72 | latitude+15° | 12,0 | 1,05 | 796 | 3,3% |
| São Joaquim | SC | 4,33 | jun | 3,93 | latitude+15° | 12,0 | 0,99 | 795 | 3,3% |
| Aracaju | SE | 5,56 | jun | 4,58 | latitude+15° | 25,8 | 0,43 | 916 | 2,2% |
| Itabaiana | SE | 5,56 | jun | 4,58 | latitude+15° | 23,2 | 0,51 | 916 | 2,2% |
| Araçatuba | SP | 5,29 | jun | 5,21 | latitude+15° | 20,5 | 0,52 | 963 | 2,3% |
| Bauru | SP | 5,16 | jun | 5,09 | latitude+15° | 17,9 | 0,61 | 940 | 2,6% |
| Birigui | SP | 5,29 | jun | 5,21 | latitude+15° | 19,7 | 0,54 | 963 | 2,3% |
| Campinas | SP | 5,14 | jun | 5,14 | latitude+15° | 17,0 | 0,62 | 942 | 2,6% |
| Franca | SP | 5,30 | jan | 5,10 | latitude | 23,3 | 0,46 | 997 | 2,2% |
| Marília | SP | 5,16 | jun | 5,09 | latitude+15° | 18,8 | 0,58 | 940 | 2,6% |
| Presidente Prudente | SP | 5,20 | jun | 4,97 | latitude+15° | 19,3 | 0,58 | 944 | 2,4% |
| Ribeirão Preto | SP | 5,23 | jun | 5,37 | latitude+15° | 19,3 | 0,54 | 960 | 2,4% |
| Santos | SP | 4,53 | jun | 4,39 | latitude+15° | 20,3 | 0,63 | 819 | 3,3% |
| Sorocaba | SP | 4,85 | jun | 4,67 | latitude+15° | 16,6 | 0,70 | 877 | 2,9% |
| São José do Rio Preto | SP | 5,37 | jun | 5,51 | latitude+15° | 20,2 | 0,50 | 984 | 2,0% |
| São José dos Campos | SP | 4,63 | jun | 4,49 | latitude+15° | 16,5 | 0,73 | 841 | 3,3% |
| São Paulo | SP | 4,53 | jun | 4,39 | latitude+15° | 16,3 | 0,75 | 819 | 3,3% |
| Araguaína | TO | 5,16 | dez | 3,98 | latitude | 26,9 | 0,46 | 873 | 1,9% |
| Gurupi | TO | 5,51 | jan | 4,64 | latitude | 26,2 | 0,41 | 964 | 2,3% |
| Palmas | TO | 5,48 | jan | 4,55 | latitude | 25,7 | 0,44 | 952 | 2,2% |
Cada mapa aparece no capítulo em que o texto o discute. Aqui eles ficam reunidos, no mesmo enquadramento, para comparação direta.
Irradiação global horizontal, média anual. A variação entre a melhor e a pior localidade é de apenas 1,5× — e é o menos determinante dos fatores de dimensionamento. Capítulo 04.
| Fonte | Uso neste atlas | Licença |
|---|---|---|
| NASA POWER | Irradiação global horizontal, direta normal, difusa, plano inclinado e temperatura do ar. Climatologia 2001–2020. | Domínio público, uso comercial livre mediante citação |
| Rede SONDA · INPE | Medição de superfície com piranômetro, em resolução de minuto, usada para validar a base do atlas | CC BY 4.0 — uso comercial permitido com atribuição |
| PVGIS · JRC | Segunda base de satélite, para contraprova independente | Uso livre com atribuição |
| Natural Earth | Contorno das unidades federativas nos mapas | Domínio público |
| ABRASOL | Pesquisa de Produção e Vendas 2025, ano base 2024: série histórica de área de coletores, reservatórios, distribuição regional e por segmento | Dado estatístico citado com atribuição |
| ABSOLAR | Capacidade instalada e projeção do mercado fotovoltaico | Dado estatístico citado com atribuição |
| ANEEL | Projeção de reajuste tarifário para 2026 | Informação pública |
| Inmetro | Programa Brasileiro de Etiquetagem, equipamentos de aquecimento solar de água | Informação pública |
| LabEEE/UFSC | Manual Técnico para Projeto e Construção de Sistemas de Aquecimento Solar e Gás Natural, 2011: método de demanda e referência ao f-Chart | Publicação acadêmica pública, citada |
O Atlas Brasileiro de Energia Solar, do LABREN/CCST/INPE, é a referência nacional de recurso solar e continua sendo a fonte a consultar para estudo de recurso. Sua base de dados é licenciada em CC BY-NC-ND e, nos termos publicados pelo próprio LABREN, não pode ser reproduzida ou copiada, integral ou parcialmente, para propósitos comerciais sem autorização expressa do INPE. Por isso nenhum dado, mapa ou tabela daquela obra foi utilizado, adaptado ou derivado aqui. Este atlas foi construído sobre bases de domínio público, independentes.